13/05/2010

Fórum de comunicação e sustentabilidade reúne especialistas no Rio de Janeiro‏

Será realizado, nos dias 19 e 20 de maio, no Rio de Janeiro (RJ), o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade. O evento, que é gratuito, vai promover o diálogo e a interação de temas relacionados ao entendimento da sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural - questões essenciais na agenda política da sociedade, das empresas e do planeta.



O debate sobre o conceito e a prática da sustentabilidade terá como ponto de partida os quatro princípios da Carta da Terra: Democracia, não violência e paz; Integridade Ecológica; Respeitar e Cuidar da Comunidade da Vida; e Justiça Social e Econômica.



Durante o evento, será lançado o projeto Limpa Brasil, que acontecerá em agosto próximo no Rio de Janeiro. A iniciativa é baseada no projeto “Let’s Do It", do ambientalista Rainer Nõlvak, que ‘limpou’ a Estônia em um dia com a participação de cerca de 50 mil voluntários. A idéia não é apenas limpar o Brasil e sim incentivar uma mudança da atitude da população e conscientizar a todos sobre os problemas ambientais.

Haverá também show em homenagem aos dez anos da Carta da Terra, com participação de Seu Jorge, MV Bill, entre outros.


Já confirmaram a presença a guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz (2002) por sua campanha pelos direitos humanos, especialmente a favor dos povos indígenas; o fundador do Grameen Bank, o banco dos pobres, Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006); o idealizador do projeto Clean Up Day, Rainer Nõlvak que, em agosto de 2007, com a participação de 50 mil voluntários limpou a Estônia em apenas um dia; o escritor Leonardo Boff; o rapper MV Bill; o jornalista André Trigueiro; o jovem inglês Lucien Tarnowski, empreendedor por trás do BraveNewTalent, plataforma que conecta jovens a potenciais empregadores através de uma rede social; o poeta GOG - Genival Oliveira Gonçalves; a pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho Tia Dag; a médica e fundadora da ONG Saúde Criança Renascer, Vera Cordeiro; o cantor e compositor Seu Jorge; e Ferrez, um dos mais respeitados escritores da atualidade, entre outros palestrantes.



O Fórum será transmitido gratuitamente via internet para as universidades de fora do Rio de Janeiro, América Latina, Europa, África e Ásia, em tempo real, via webcast. As inscrições devem ser feitas no endereço www.comunicacaoesus tentabilidade. com.

Movimento Onda Verde

11/05/2010

MOSTRA DE VIDEOS IDEIAS NA TELA- OURO AZUL - AS GUERRAS MUNDIAIS PELA ÁGUA‏

O Grupo IDÉIAS VERDES em parceria com o INSTITUTO SOCIAL ÍRIS e o CIRCUITO FORA DO AR convida você para mais uma edição do projeto “Idéias na Tela” com o documentário OURO AZUL: AS GUERRAS MUNDIAIS PELA ÁGUA (Canadá, 2008, 89min - Direção: Sam Bozzo) .

Dos mesmos produtores de CORPORATION, o filme mostra o quanto a água, tida como bem de consumo em algumas partes do planeta está sendo usurpada por grandes corporações mundiais como Nestlé, Coca Cola e também relata conflitos mundiais pelo OURO AZUL, que desde as antigas civilizações era venerado como um deus e que poderá ser num futuro não muito distante,o fruto da discórdia entre nações, assim como ocorre atualmente com o OURO NEGRO, o petróleo.

O evento será realizado na sede do INSTITUTO SOCIAL IRIS no dia 13/05 (quinta-feira) as 19:30. ENTRADA GRATUITA.

O Instituto Social Íris está localizado na Avenida dos Pinheirais, número 684, Neópolis.

10/05/2010

IFRN sedia curso de capacitação em mudança do clima

Abertura será com o físico Luís Pinguelli Rosa

O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), em parceria com o IFRN / Funcern e com apoio da Petrobras S.A. promove o “Curso de Capacitação em Mudança do Clima”, nos próximos dias 12, 13 e 14, no Campus Natal-Central.

A abertura será no dia 12, às 20h, no auditório do IFRN. O palestrante será o prof. Luiz Pinguelli Rosa, atual diretor da Coodenação de Projetos, Pesquisa e Estudo (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do próprio Fórum promotor do evento.

O “Curso de Capacitação em Mudança do Clima” possui carga-horária total de 40 horas, dividida em duas etapas: a primeira de 20h com aulas presenciais e a segunda de 20h com aulas e acompanhamento ministrados à distância. O curso tem por finalidade capacitar gestores públicos, acadêmicos e representantes setoriais envolvidos em questões relacionadas às mudanças do clima. Os participantes foram previamente convidados e as aulas acontecerão no miniauditório do IFRN das 8h às 18h, nos dias 13 e 14.

Palestra sobre biodiesel

Antes da abertura, às 16h, haverá uma programação especial para a comunidade acadêmica do IFRN: o professor e engenheiro químico Luís Guilherme da Costa Marques, pesquisador do Instituto Virtual Internaciona de Mudanças Globais vai dar a palestra "Biodiesel - processos, oleaginosas e uso para geração de energia". O local será a sala de projeção da Pesquisa, localizada no 1º andar do Núcleo de Incubação Tecnológica (NIT).

Luís Pinguelli Rosa

O físico Luís Pinguelli Rosa é graduado em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1967), mestre em Engenharia Nuclear pela COPPE/UFRJ (1969) e doutor em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1974). Foi diretor da COPPE/UFRJ por três mandatos e é ex-presidente da Eletrobrás. Atualmente, é diretor da COPPE/UFRJ, professor titular do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Nos últimos anos, o professor Pinguelli vem atuando nas áreas de planejamento energético, mudanças climáticas e epistemologia e história da ciência, mas ele tem trabalhos importantes em engenharia nuclear, física de reatores, física teórica e física de partículas. Professor e pesquisador visitante de oito universidades e centros de pesquisa estrangeiros, Pinguelli Rosa faz parte também do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), instituição que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.


07/05/2010

Motivos e desmotivos de Belo Monte

Por Dal Marcondes, da Envolverde

A hidrelétrica do Xingu será construída. Duas perguntas, no entanto, não conseguiram respostas em quase 30 anos de discussões. A primeira é: Por quê Belo Monte? A segunda é: Por quê não Belo Monte?

“A usina de Belo Monte será construída para que o Brasil tenha a energia necessária para seu desenvolvimento”. Este é o discurso das autoridades, que resolveram desde 2009 incluir a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apostar na construção da terceira maior hidrelétrica do mundo em uma região de grandes fragilidades ambientais e sociais. O rio Xingu, onde a usina será implantada, é o maior afluente do rio Amazonas e um dos cursos d´água de maior biodiversidade do planeta. Só ele carrega mais vida do que todas as bacias hidrográficas da Europa. Mas não é só. O rio, em um ponto abaixo da projetada barragem, banha o Parque Indígena do Xingu, moradia de 14 etnias e cerca de 5 mil índios. Parque e índios precisam do rio e de sua biodiversidade para viver.

A construção de Belo Monte, segundo os valores apresentados no leilão do qual participaram dois consórcios liderados por empresas estatais, Chesf e Furnas, deverá custar R$ 19 bilhões, algumas estimativas, no entanto, apontam que pode chegar a R$ 30 bilhões. Como reforço à presença do Estado no empreendimento, O BNDES pode emprestar ao consórcio vencedor R$ 15,6 bilhões, a segunda maior operação de crédito de sua história. Isto, para oferecer ao Brasil 4.5 mil MW. Os movimentos ambientalistas e diversos especialistas em energia apontam que este dinheiro poderia conseguir o mesmo objetivo se fosse investido na redução das perdas das linhas de transmissão, que no Brasil chegam a 15% do que é gerado, contra 5% na Europa e 1% no Japão, e em programas de eficiência energética que reduzam os desperdícios no uso da eletricidade. Um estudo da Unicamp e do WWF aponta que apenas com estas medidas o país poderia colocar à disposição da sociedade 30% mais de energia sem investir um centavo em novas usinas.

Um sobrevoo sobre o Parque Indígena do Xingu mostra que o desmatamento sistemático avançou sobre a floresta até suas bordas. São campos de soja e pastos para a criação de gado que estão comprometendo nascentes e arrancando da mata sua capacidade de manter a vida. A floresta resiste ainda intacta apenas nos 26 mil quilômetros quadrados do parque. “Esta á a principal área de preservação no arco do desmatamento e a área desmatada na região dobrou nos últimos dez anos”, explica Marcio Santili, do Instituto Socioambiental, ONG que atua junto aos povos indígenas. Pelo projeto original, apresentado pelo sertanista Orlando Villas Boas e seus irmãos, as nascentes do rio Xingu deveriam ser incorporadas à área indígena. Em 1961, quando o Parque foi criado, as nascentes do Xingu ficaram de fora, o que abriu a brecha para a discussão sobre Belo Monte, ou Kararaô, como o projeto era chamado no tempo do regime militar.


São apenas 5 mil índios que se refugiam no Parque do Xingu, mas que representam a cultura e um modo de vida que querem preservar. Os desafios de conviver com o não índio impõe aos povos do Xingu a necessidade de fortalecer seus laços com a natureza e com seu passado. No entanto, motocicletas e outros chamarizes das cidades arrancam dos jovens a vontade de ser índio. “No tempo de meus avós a gente não precisava se preocupar com a língua e com as tradições, elas eram passadas normalmente para os jovens”, explica Afukaka Kuikuro, cacique dos Kuikuros que criou um centro de documentação em sua aldeia no Xingu. Ele conta que outros povos já esqueceram seus cantos e que quase já não há pajés nas aldeias. “É preciso estudar muitos anos para se tornar pajé”, explica. E o pajé não é apenas o médico dos índios, é também guardião dos conhecimentos, das histórias, das tradições e da cultura.

A construção da usina de Belo Monte é uma ameaça a mais para os povos indígenas. Não apenas porque a obra vai impactar o rio Xingu, mas também porque cerca de 80 mil operários serão levados para a região para trabalhar nas empreiteiras que vão erguer a usina. Estas pessoas vão interagir com os índios e os conflitos virão. As meninas, indígenas ou não, que vivem com suas famílias nas proximidades das obras vão ser assediadas pelo dinheiro dos operários, assim como já aconteceu e acontece em muitas obras por esse grande interior do Brasil.

Segundo o jornalista Washington Novaes, que produziu os documentários “Xingu Terra Mágica”, de 1984 e “Xingu Terra Ameaçada”, de 2006, a movimentação de terra para a construção da hidrelétrica será superior à do Canal do Panamá, 160 milhões de metros cúbicos de terra e 60 milhões de metros cúbicos de rochas, “um indício do tamanho do impacto que a obra terá na região, sem contar a necessidade de realocação de mais de 80 mil moradores”, diz. Novaes alerta para a falta de interesse do setor elétrico por projetos de eficiência energética, e aponta resultados bastante tangíveis, como o programa implantado nos Estados Unidos após o primeiro choque do petróleo, em 1973, quando o país colocou em operação um grande plano de conservação e eficiência energética e, durante 15 anos mantiveram o consumo de energia estável, mesmo com um crescimento do PIB de 40% no mesmo período.

Outra questão que deveria ser colocada é “para que será usada a energia de Belo Monte?” Tucurui, atualmente a maior hidrelétrica em operação na Amazônia, gera 7,9 mil MW e direciona a maior parte desta eletricidade para a produção de alumínio em dois polos exportadores, Alumar, no Maranhão, e Alunorte, no Pará. São atividades eletro-intensivas que não podem mais ser implantadas na Europa ou nos Estados Unidos. Certamente o desenvolvimento do Brasil precisa de energia. Mas esta energia pode vir de muitas fontes, inclusive da queima do bagaço de cana, que apenas na atual safra oferece um potencial igual ao de Belo Monte. Não em uma mega obra, mas em dezenas de pequenas usinas espalhadas pelo Brasil e já próximas aos centros de consumo. A diversificação da geração em usinas menores, movidas a biomassa e energia eólica, é uma alternativa aos grandes projetos programados para a Amazônia, e parte de uma nova maneira de enxergar o desenvolvimento. (Envolverde)

Artigo produzido originalmente para a revista Carta Capital

Em 2006 o autor esteve no Xingu acompanhando o jornalista Washington Novaes para o lançamento do documentário "Xingu, terra ameaçada".




GEOLOGIA NO PARQUE - DIA DAS MÃES. VENHA CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE A GEOLOGIA DO RN!!‏

Olá Pessoal!

O Planeta Terra foi personificado em várias culturas como uma divindade, também chamada de Terra Mãe, ou Deusa Mãe, a deusa da fertilidade, pois fornece todos os recursos de que necessitamos para sobreviver, tal como uma dádiva.

Atualmente estamos observando diversas mudanças climáticas por todo o globo terrestre, o que nos faz lembrar que devemos conhecer e valorizar cada vez mais o ambiente em que vivemos, preservando-o da melhor forma possível para que as gerações futuras possam ter as mesmas oportunidades de aproveitar os recursos dos quais dispomos nos dias de hoje.

A Geologia é uma das Ciências da Terra, cujo objetivo é o estudo da origem, da formação e das sucessivas transformações do globo terrestre, assim como da evolução do seu mundo biótico.

Portanto, venha comemorar o dia das mães com a GEOLogus Jr.- Empresa Júnior de Geologia da UFRN e, através do Projeto Geologia no Parque, aprender um pouco mais sobre o nosso planeta no Parque das Dunas de Natal !!


04/05/2010

Funcarte e Fundação Joaquim Nabuco realizam curso de cinema

Fonte: Diário de Natal

"Cultura Contemporânea: uma introdução – Módulo Cinema” será ministrado pelo pesquisador Rubens Machado Júnior.

O pesquisador Rubens Machado Júnior, da Universidade de São Paulo, vai ministrar o curso “Cultura Contemporânea: uma introdução – Módulo Cinema”, na Fundação Cultural Capitania das Artes, das 14h às 17h30. Estão sendo oferecidas 50 vagas. A realização é da Funcarte em parceria com a Diretoria de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco.

As aulas serão entre os dias 12 e 15 de maio e fazem parte das ações do Programa Estudos da Cultura, que tem pretende atender a demanda por formação em arte e cultura contemporâneas, promovendo um curso de caráter mais introdutório e formativo, apresentando questões pertinentes ao campo da cultura nas suas mais diversas linguagens.

A intenção é atingir um público amplo e heterogêneo, ávido por conhecer a cultura contemporânea e entender suas relações com a história, a economia, a política e outros universos temáticos.

As inscrições, que custam R$ 10, serão realizadas desta quarta (5) à próxima terça (11), na sede da Funcarte (Rua Câmara Cascudo, 434 – Ribeira), ou por meio do e-mail: nucleodequalificacao@hotmail.com. O interessado deverá informar no e-mail o nome completo e o telefone para contato. Maiores informações pelos telefones 3232- 4599/4556.

O professor Rubens Machado é livre-docente em Teoria e História do Cinema no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP).

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela USP, mestrado em Cinema, TV e Rádio pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Tem experiência na área de artes, com ênfase em cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema brasileiro, análises de filmes, estética do cinema, relação artes cinema, representação do espaço urbano, cinema experimental, Super-8.

A Fundação Joaquim Nabuco é uma entidade de direito público, vinculada ao Ministério da Educaçãol, fundada em 1949, e dotada de função programática da preservação do legado histórico-cultural de Joaquim Nabuco e do país, com ênfase nas regiões Norte e Nordeste, e sediada no Recife.