17/03/2009

Papel higiênico: dar descarga ou pôr no lixo?

Por Anna Andrade


Para diminuir os impactos ambientais causados pelo papel higiênico será que é melhor joga-lo no lixo ou no vaso sanitário? Bom, isso vai depender se na sua cidade existe sistema de tratamento de esgoto e qual tipo de papel é utilizado.

Se o papel for daqueles macios e fininhos é melhor joga-los na privada pois eles se dissolvem facilmente na água. Os resíduos que sobrarem serão filtrados pelo sistema de tratamento de esgoto e levados à um aterro sanitário. Esse processo causa um impacto ambiental menor pois quando o papel chega no aterro ele já está em decomposição. Além disso, você estará reduzindo o uso de saquinhos plásticos de lixo, que são os verdadeiros vilões.

Mas se o papel que você usa em casa for mais durinho é melhor joga-lo no lixo para evitar entupimentos. O mesmo deverá ser feito se não houver sistema de tratamento de esgoto na sua cidade, evitando que esses resíduos sejam despejados nos rios e mares.

13/03/2009

Não jogue fora, remende!

Por Anna Andrade



Na próxima vez que você for na casa da sua avó, repare! A geladeira talvez seja daquelas marrons da década de 70. Ela ainda pode ter pratos que foram da sua bisavó e na garagem um possante do tempo do ronca. Relíquias de um tempo em que as coisas eram feitas para durar.

Com a modernidade chegaram os produtos descartáveis, que combinam com a correria do nosso dia-a-dia. Também tem os semi-descartáveis. Eles na teoria são duráveis mas a na realidade ou eles quebram, ou saem de moda, ficam ultrapassados...

Nós, pobres consumidores, ficamos desolados! Tentamos aderir aos 3 R´s: reutilizar, reduzir e reciclar. Até inúmeros outros R´s: repensar, refletir, recusar e etc. Mas eles deixam a desejar quando o problema é a quebra. Foi por isso que o Grupo de designers de Amsterdã, o Platform 21 elaborou o “Repair Manifesto”, ou seja, o Manifesto da reforma. Adicionando mais “R´s” (reformar, recalchutar e até remendar) a lista, o grupo procura estimular a prática de consertar objetos de forma criativa.

O trabalho do Platform 21 envolve designers, artistas, arquitetos e cientistas que estudam formas de dar uma nova vida aos objetos. Eles também montaram uma rede virtual onde profissionais e amadores compartilham idéias. Segundo o grupo, o ato de consertar tem uma força criativa, cultural e econômica inestimável.

Altualmente o grupo está recrutando mentes criativas para participar do projeto. Mas se você não tem condições de se mandar para a Holanda, entre no sítio deles e procure inspiração para sair remendando os seus trecos quebrados.

Acesse:
www.platform21.nl/

Tradução do manisfesto:

1.Faça seu produto durar mais!
Consertar significa aproveitar a oportunidade para dar à seu produto uma segunda vida. Não jogue fora, remende! Não dê um fim, cole! Consertar não é contra o consumo, é contra jogar coisas fora sem necessidade.

2.As coisas devem ser produzidas de forma a permitirem o conserto.
Designers de produtos: Façam seus produtos consertáveis. Compartilhe informações claras sobre como consertar. Consumidores: Comprem coisas que vocês sabem que podem ser consertadas, ou então descubra porque elas não existem. Seja crítico e questionador.

3.Reformar não é substituir.
Substituir é jogar fora a parte quebrada. Essa não é a forma de conserto que estamos falando.

4.O que não mata fortalece.
Toda vez que consertamos alguma coisa, realçamos seu potencial, história, alma e beleza inerente.

5.Consertar é um desafio criativo.
Fazer consertos é bom para a imaginação. Usar novas técnicas, instrumentos e materiais abre novas possibilidades.

6.Consertar sobrevive a moda.
Reformar não tem nada haver com estilos e tendências. Não tem data de validade pra itens que podem ser consertados.

7.Consertar é descobrir.
Ao consertar objetos, você aprende maravilhas sobre como eles realmente funcionam. Ou não funcionam.
8. Reparar – até nos momentos bons!Se você acha que esse manisfesto tem haver com a recessão, esqueça. Isso não tem haver com dinheiro, tem haver com mentalidade.
9.Coisas reparadas são únicas.Até falsificados viram originais quando você os conserta.

10. Consertar tem haver com independência.
Não seja escravo da tecnologia – seja o mestre. Se estiver quebrado, conserte e melhore. E se você é um mestre, passe o poder para outros.
11. Você pode consertar tudo, até uma sacola de plástico.Mas recomendamos que você compre uma bolsa que dure mais, e depois consertar, se necessário.

Pare de reciclar Começe a reparar.

09/03/2009

Conheça as entidades ambientalistas da sua região

Foto e texto:
Anna Andrade

Tá afim de colaborar com as causas ambientais mais não sabe como? Quer saber mais sobre os problemas e as soluções que estão sendo propostas na sua região? Então procure conhecer os trabalhos realizados pelas entidades ambientais da sua cidade.

Muitas delas encontram dificuldades para executar os projetos por falta de verba e de voluntários. Aproveite para dar sugestões e participar! Colocando a mão na massa você aprenderá muito sobre o ecossistema local, além de colaborar com a melhoria das condições ambientais do lugar onde você vive.

Conheça as entidades da sua região através do site do CNEA (Cadastro Nacional de Entidades Ambientais):



http://www.mma.gov.br/port/conama/cnea/cneaenti.cfm

16/02/2009

Sinais de Mudança

Por Anna Andrade
Hoje li no site Ambiente Brasil a notícia de que pinguíns argentinos estão morrendo de fome por causa dos efeitos do aquecimento global. As mudanças climáticas na região estão forçando esses animais à percorrerem 40 km a mais do usual em busca de alimentos. Os pinguíns são apenas uma das inúmeras espécies de animais ameaçadas no mundo. Nós, humanos, certamente podemos ser incluidos nessa lista pois somos igualmente vulneráveis às ações da natureza.
Com cada vez mais frequencia, nos deparamos com as manchetes de tragédias causadas pelo aumento da temperatura do planeta. Atualmente, a onda de calor na Austrália é destaque nos principais jornais do mundo. Aqui no Brasil vimos o drama das chuvas em Santa Catarina onde mais de 100 pessoas morreram e milhares perderam tudo que tinham.
Derretimento de geleiras, aumento do nível do mar, tempestades, furacões, desaparecimento da Floresta Amazônica e etc. Cada acontecimento aumenta a bola de neve, fazendo com que a lista dos efeitos do aquecimento global não tenha fim. E ainda vem cientista dizer que aquecimento global é invenção! Ora, não precisamos ser cientistas para juntar os pedaços do quebra cabeça e entender que precisamos agir se quisermos garantir um planeta saudável para as gerações futuras.
O ser humano, por mais inteligente que seja, muitas vezes precisa se tornar vítima dos acontecimentos. Precisa ver sua casa sendo arrastada pela enxurada, precisa sentir o calor escaldante na cabeça para perceber a realidade e finalmente mudar. No ritmo que a natureza vem se rebelando, pelo visto teremos muita gente aprendendo a lição e despertando da inércia.


Queimadas provocadas pelo calor na Autrália, destroem casas da região.
Fonte: Site da BBC news



Índice recorde de chuvas em Santa Catarina deixou várias cidades alagadas em dezembro do ano passado.
Fonte: Jornal Tribuna

08/06/2008

Meia Amazônia não

Por Anna Andrade
É triste perceber que colocamos o Brasil nas mãos de inescrupulosas de políticos que não tem o menor interesse em melhorar o país e sim encher o bolso de grana. Dessa vez o senador Flexa Ribeiro do PSDB-PA elaborou um projeto que foi apelidado pelos ecologistas de "Projeto Floresta Zero". Esse projeto diminui a reserva legal em propriedades privadas na Amazônia de 80% para 50% e promove o plantio dos chamados cultivos energéticos (dendê, eucalipto, babaçu, cana-de-açúcar e afins) na região, além de permitir que áreas desmatadas num bioma sejam compensadas em biomas diferentes - ou seja, na prática poderá deixar regiões inteiras no país sem mata.

Esse projeto está aguardando o julgamento na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Se for aprovado, os responsáveis pela devastação não precisarão recuperar o ecossistema que abateram. Um verdadeiro crime contra a natureza e um desrespeito ao povo brasileiro.

Saiu essa semana uma matéria na revista VEJA denunciando que o desmatamento da Amazônia deslanchou nos últimos meses e está a todo o vapor. Segundo a revista, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o desmatamento aumentou em 17% em relação ao ano passado, atingindo uma área equivalente a quatro vezes o município de São Paulo. Por essas e outras que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, decidiu deixar o cargo, admitindo ter dificuldades em conciliar a agenda da política ambiental do país com os interesses do desenvolvimento desenfreado.

Não vamos deixar que acabem com a floresta! Acessem o site http://www.meiaamazonianao.org.br/ e assinem o manifesto. Ele será entregue aos deputados no dia 13 de junho. Temos pouco tempo!! Enviem esse link para amigos e familiares! Contamos com vocês!

07/06/2008

IPÊ BRANCO



Altura:
7-16m
Sementes:
Colher os frutos qd iniciarem a abertura. Deixa-los ao sol para completar a abertura.Plantio:
Colocar em canteiros ou embalagens individuiais em substrato orgâno-argiloso. Broto entre 8-18 dias com germinação superior a 40%. Transplantar as mudas para embalagens quando alcançarem 4-6 cm. O desenvolvimento das mudas é rápido.Local de plantio:
Ruas largas, canterios central de avenidas, praças,jardins.e parques

IPÊ ROXO

Altura:
8-12m (20-30 na floresta)
Sementes:
Colher frutos quando iniciarem abertura, deixa-los ao sol para abertura. As sementes podem ser armazenadas por 3 meses.
Plantio:
Colocar em canteiros ou embalagens individuais contendo solo argiloso rico em matéria orgânica. Brota em 10-12 dias abundantemente. Desenvolvimento rápido podendo ser transplantadas para o local definitivo em menos de 4 meses.
Local de plantio:
Ruas largas, canterios central de avenidas, praças, jardins e parques